quarta-feira, 27 de agosto de 2008


I want to believe...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Somos carentes!

Nós somos, todos, infinitamente carentes. Já repararam ? Temos uma necessidade pungente de sermos ouvidos. Seja para que o outro se compadeça ou, na menor das hipóteses, compartilhe nossa dor ou delícia.
Não, não é exagero. Pegue como exemplo você, leitor que também se aventurou no universo dos blogueiros. Você só sente que seu trabalho foi cumprido quando alguém o lê e/ou deixa um comentário. Mas não faz o mesmo em outros blogs com a mesma freqüência que sonha para o seu. Ou seja, a necessidade de ser lido é sempre maior que a de ler os outros. E eu não me excluo muito desse cenário.
O problema é que nessa maré proliferam os blogs pseudo-originais, que mais oferecem o mais do mesmo (as velhas gags comerciáveis), do que a essência do dono. Aí fica chato, né? Como as infindáveis comunidades no orkut com os tópicos "Deixe seu comentário no blog acima!"
Carência, necessidade de ser lido, ouvido. O que nem sempre se traduz na necessidade de ser compreendido.

domingo, 10 de agosto de 2008

Acabei de ler "A menina que roubava livros". Sim, é o livro pop do momento, mas nem por isso deixa de ser bom. Ás vezes um pouco rebuscado, mas nem por isso Liesel não nos envolve. Vale a pena.

E mais uma vez esse tal de Holocausto me suga. Sim, porque estarei eternamente pasma com ele. Como é possível, como foi possível ? Não acho resposta, nem palavra em que caiba o que foi feito.

Os seres humanos também me assombram...



Câmara de Gás em Auschwitz


Galpões com camas (quartos) em Auschwitz-Birkenau



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sem grandes inspirações para hoje.... Dia morno, meio rosa, meio chumbo...





Mas, no retorno da labuta, eis a Trilha sonora no carro, enquanto o povo se mata e corta no trânsito: Hello Sunshine - Syd Matters

terça-feira, 5 de agosto de 2008

30 minutes


Acabo de ler que o tal do Crepúsculo, o Harry Potter da hora, é de autoria de uma dona-de-casa mórmon que teve um sonho! A mulher escreveu quatro livros, sem nunca ter feito um único ensaio no tortuoso mundo da literatura, depois de um simples sonho!
Frustante para nós, escritores consumidos pelo anonimato e animador para aqueles seres de boa fé, cheios de otimisto e textos medíocres!

Eu preciso de 50.000 reais, um aumento triplo e uma diminuição, também nessa proporção, da minha carga de trabalho! E como hoje o dia está aberto a sonhos, estou aqui procurando (nos confins das minhas idéias) por aquele filete de magia, que a gente só vê em filmes, que resolve todos os problemas da forma mais simples. Com aquela solução óbvia, nunca antes imaginada! Alguma idéia ?


Ah, também descobri que Maurício de Souza levou a Turma da Mônica para a adolescência... E a Mônica é magrinha, numa mistura de clubber e patricinha que não dá samba. Ah Maurício... Para que crescer ?


Bom, em meio a isso tudo saí do trabalho pensando em possibilidades e onde arrumo meus 50.000...


A trilha sonora

"30 Minutes" - Tatu (sem pré-idéias, heim!)
Out of sight
Out of mind
Out of time
To decide
Do we run?
Should I hide?
For the rest
Of my life
Can we fly?
Do I stay?
We could lose
We could fail
In the moment
It takes
To make plans
Or mistakes
30 minutes, a blink of an eye
30 minutes,to alter our lives
30 minutes,to make up my mind
30 minutes,to finally decide
30 minutes,to whisper your name
30 minutes,to shoulder the blame
30 minutes,of bliss, thirty lies
30 minutes,to finally decide
CarouselsIn the sky
That we shape
With our eyes
Under shade
Silhouettes
Casting shade
Crying rain
Can we fly?
Do I stay?
We could lose
We could fail
Either way
Options change
Chances fail
Trains derail
30 minutes, a blink of an eye
30 minutes,to alter our lives
30 minutes,to make up my mind
30 minutes,to finally decide
30 minutes,to whisper your name
30 minutes,to shoulder the blame
30 minutes,of bliss, thirty lies
30 minutes,to finally decide
To decide

sábado, 2 de agosto de 2008

Ternura

Gosto tanto, mas tanto desse texto. É de Vinícius, mas mesmo que fosse seu, visitante, continuaria gostando. Leio nele todo amor que cultivei sozinha e, ainda sim, não deixei morrer.

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar extático da aurora.
Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 259.